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A ilusão de que somos imortais

A ilusão de que somos imortais

O ano mal iniciou-se e já ouvi inúmeras pessoas dizendo “o tempo está passando muito rápido! ”. E é. Apressado mesmo. Se talvez ainda não tenhamos nos dados conta, já estamos praticamente na metade de janeiro, mais um pouquinho e o primeiro mês do ano se desfaz tão brevemente quanto começou.

E a verdade é que não sabemos quanto tempo realmente temos. Mas mesmo assim, vivemos como se fossemos imortais.


O tema pode parecer melancólico, mas seu impacto comparado à importância que lhe destinamos é mínima. Quantas atitudes seriam diferentes se nos déssemos conta da fragilidade que nos compõe. Do pequeno resto de poeira de explosão cósmica que somos ou o quão nosso tempo é fugaz e incerto.


Em um dia fazemos birra por querer um chocolate no mercado e no outro estamos engolindo lágrimas e bancando os “durões” ao deixar a casa dos pais. É espantoso o quanto mudamos, nossos ideais transcendem, evoluímos e deixamos de acreditar naquilo que meses atrás defendíamos com unhas e dentes.


Passa muito rápido. Somos como o vidro, quanto mais brilhamos, tanto somos mais frágeis. Montaigne, um humanista francês, diz que a morte é parte integrante de nós mesmos e que nascer é começar a morrer. Por que então, vivemos como se nunca tal fato ocorresse e destinamos eufemismos, adjetivos sutis, ao descrever ato tão inevitável?


O que me conduziu a esta reflexão foi o fato de que ganhei em um amigo oculto a obra da escritora norte-americana Lauren Oliver intitulada como “Antes que eu vá”, com a protagonista tendo tudo que uma menina poderia querer.

Cursava o ensino médio, namorava o cara mais desejado da escola, tinha aversão às aulas de cálculo, vivia em festas, tinha popularidade... enfim, uma trama a qual seria um romance clichê dos Estados Unidos exceto ao fato da personagem principal, Samantha Kingston reviver várias vezes o dia 12 de fevereiro. O dia de sua morte.


A protagonista morre todas as noites e acorda em seu quarto, todas as manhãs, como uma oportunidade de rever suas falhas para conseguir partir deste plano. Ao longo da história, Sam observa sua vida pelo ponto de vista de diversas pessoas, percebendo assim, o impacto de suas ações pelos olhos de outrem.


Aprende também, como tudo funciona por um fio. E atitudes que julgamos sem importância afetam e machucam outras pessoas. A protagonista cita várias vezes que pequenas coisas se tornam bonitas quando realmente as vemos e como pequenos gestos, desde um simples bom dia, podem iluminar a vida das pessoas.


Samantha tem a oportunidade de dar mais amor, destinar palavras de afeto aos pais, dedicar atenção para sua irmãzinha, elogiar amigas, dar valor ao amor e não ao status enquanto redescobre-se em si mesma. Dentre suas afirmações, uma de minhas preferidas é: “Imagino que seja assim que o amor funciona ele muda o jeito como vemos as coisas. E muda o jeito como vemos as pessoas”.


Ao término, Samantha diz: “certos momentos se estendem para sempre. Mesmo depois que terminam, continuam, mesmo depois que você está morta e enterrada esses momentos perduram, no passado e no futuro, até a eternidade. São tudo e estão em todos os lugares ao mesmo tempo. São o significado”.


E bom, a verdade é que pensamos que vamos viver para sempre. “Mas não sabemos se teremos um amanhã, dois, três ou dez milhões de amanhãs”. Planejamos e nos dedicamos a fazer atividades que não realizam. E quando percebemos, a vida se foi.


Inícios de ano são boas oportunidades para repensarmos condutas e a maneira como utilizamos nosso tempo, que é o nosso bem mais precioso. Tenho grande convicção ao dizer que o tempo mais bem utilizado, é o passado ao lado de quem amamos fazendo atividades que nos realizam. Há infinitos maiores do que outros, como o escritor americano John Green cita.


Que possamos sobretudo, desde agora, aproveitar da melhor maneira nossa caminhada. Afinal não temos certeza de nada e importa a quantidade dias, mas a maneira como foram aproveitados.


Publicado por: Larissa Cavali Data: 18/01/2019 09:41

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