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UM ANO PERDIDO?

UM ANO PERDIDO?

Diversas vezes, senti como um retumbar dolorido em meus ouvidos, a frase de que, 2020 foi um ano perdido. Cultivo a ideia de que as concepções que formamos sobre certas situações dizem mais respeito sobre nós, do que sobre os momentos em si.

Saramago, com o livro que faturou o Nobel de Literatura, “Ensaio sobre a cegueira”, retratou uma cidade fictícia, acometida por uma epidemia de cegueira branca, responsável então, por conduzir humanos a comportamentos animalescos, levando estruturas sociais ao caos. Na obra, um dos personagens discorre sobre a epidemia de cegueira branca: “penso que não cegamos, penso que estamos cegos. Cegos que veem, cegos que vendo, não veem.” E, de certa forma, a perspectiva do personagem perante a patologia encaixa-se piamente em nossa contemporaneidade.

Afinal, a situação em que estamos inseridos, tem abalado profundamente estruturas sociais, econômicas e relações afetivas. Porém, nem sempre algo diferente do que tradicionalmente vivemos é completamente ruim. É apenas uma nova oportunidade para ressignificar valores, podendo então, analisar as relações e comportamentos humanos, diante de novas perspectivas.

Quem tiver olhos para ver e ouvidos para ouvir que ouça, como a própria Bíblia cita. Tenho tentado apoiar-me ao fato de que a pandemia nos mostra diversos aspectos, que anteriormente, durante a correria diária, passavam despercebidos. É um momento de pausa, reflexão e introspecção. Para muitos, de dor, devido partidas de pessoas queridas, mas para todos, uma oportunidade para repensar ideais de trabalho, consumo e afeto.

De tudo, a certeza que fica, é que como Dan Brown cita, “o pior cego é aquele que não quer ver”. O momento pelo qual estamos passando é uma ótima oportunidade para conhecermos o egoísmo e a insensatez uma humana, bem como para ressignificar o que realmente tem valor.

Quem conseguir enxergar a pandemia como uma oportunidade de aprendizado, de que a solitude dói, de que precisamos preservar relações humanas acima de bens compráveis e que aquilo que realmente importa não é possível pagar com cédulas monetárias, não verá 2020 como um ano perdido.

 

 


Publicado por: Douglas Varela Data: 10/08/2020 08:28



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